domingo, 3 de julho de 2011

Onde está Juan?

Mais um caso choca, o nosso já chocado, país. O caso em questão é o do desaparecimento do menino Juan, de 11 anos, que junto com mais dois jovens foram baleados em uma rua da Baixada Fluminense.

Um filho baleado e o outro desaparecido.
A mãe de Juan, que agora está em um programa de proteção e não pode ser identificado, carrega a dor de não saber o paradeiro de um filho e de ter o outro almejado por dois disparos. Wesley, irmão de Juan, disse em depoimento que foi atingido no pé, tentou ajudar seu irmão, mas foi ferido mais uma vez no ombro, essa foi a última em que se viu o menino Juan vivo.



Vitima incriminada dormia algemada
Wanderson, de 19 anos, que ainda está internado, também recebeu dois tiros e viu toda a cena acontecer. Segundo ele, todos os disparos vieram da mesma direção, a direção dos policiais. Wanderson trabalha há mais de um ano em um estabelecimento comercial e estuda de noite, na sua mochila foram encontradas uma marmita e um desodorante, o que obviamente não se encaixa em um perfil de um criminoso. Mas mesmo assim Wanderson e Wesley foram acusados de serem criminosos, os policiais alegaram que elescarregavam uma arma e uma quantidade de drogas, mas curiosamente essa acusação foi retirada 45 minutos depois de ser registrada pelos mesmos policiais. Wanderson permaneceu 5 dias algemado ao leito de um hospital público.

Perdeu a hora?
Os dois adolescentes baleados, disseram que foram almejados por volta de 20:30 e 20:40, mas a chamada que os policiais alegaram que os trouxeram ao local está registrada às 20:54. A polícia se recusou a divulgar a gravação.

Outra vida que se foi...
Outro jovem, Igor de Souza Afonso, de 17 anos, foi levado ao hospital após ser baleado e morreu antes mesmo de ser atendido.



Longa espera...
A Perícia Criminal demorou 8 dias para ser realizada o que pode ter prejudicado em demasia a colheita de provas. Mas mesmo assim todas as capsulas encontradas são das armas dos policiais envolvidos no episódio e não há nada que indique para disparos contra os policiais.

Histórico criminoso...
Um dos cabos envolvidos tem 8 mortes no currículo em ações policiais. Outro Policial Militar, que participou da operação, é réu em um processo de homicídio qualificado e será julgado mês que vem.



12 dias e a pergunta continua: Onde está Juan?
Agora outro questionamento já surge: Será que essa agonia permanecerá pra sempre?



VEJA O VÍDEO EXIBIDO NO FANTÁSTICO:

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