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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Rede Estadual de Educação: aumento abaixo da inflação e corte aos grevistas


Após quase dois meses de greve, os professores do estado do Rio de Janeiro terão um reajuste de 3,5% a partir de setembro - valor distante dos 26% que a classe reivindicava. A medida é uma das que foram apresentadas pelo secretário estadual de Educação, Wilson Risolia, que afirmou ainda que a partir desta segunda-feira (1º) quem permanecer em greve será descontado no salário.

“Quem faltar, terá seu ponto cortado. E temos ações para substituí-los”, disse ele.

professores acampados (Foto: Carolina Lauriano / G1)"O aumento é um grande deboche"
'É um deboche', dizem professores
Mais de 40 barracas seguem montadas na Rua da Ajuda nesta segunda-feira (1º). O grupo, que segue no local há vinte dias, classificou como "deboche" o reajuste apresentado pelo governo.
"Acho muito legal ele (secretário) ter se mexido e dado um passo, mas isso é um deboche", definiu Roberto Simões, professor de educação física do Colégio estadual João Alfredo, em Vila Isabel, na Zona Norte da cidade. Com 27 anos na escola, o salário atual dele é de R$ 1.204,78. Alunos também protestam no local.
Segundo a categoria, a greve vai continuar apesar do anúncio do corte do ponto. "A gente não pode andar pra trás, vamos continuar a greve", disse a professora de matemática Fabiana Gonzaga, acrescentando que a escola João Alfredo está sem água.
Ao saber do reajuste de 3,5%, a diretora do Sepe-RJ, Maria Oliveira da Penha, professora aposentada, fez duras críticas ao secretário. "Ele não cumpriu uma promessa feita. Com esse reajuste, vai continuar o acampamento até 2014, pode ter certeza".
Greve há quase 2 meses
A categoria paralisou as atividades em sala de aula no dia 7 de junho. O ápice da greve foi no dia 12 de julho, quando um grupo invadiu o prédio da Secretaria de Educação, no Centro da cidade. O tumulto foi contido pelo Batalhão de Choque, que chegou a jogar gás de pimenta para dispersar a multidão.
Do lado de fora do prédio, um grupo decidiu, em protesto, ficar acampado até ser recebido pelo secretário de Educação.
No dia 15 de julho, após uma assembleia do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro (Sepe), os professores decidiram continuar a greve na rede estadual de ensino do Rio.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Liberdade, Liberdade abra as asas sobre nós


Depois de uma semana de acampamento na porta da Assembleia Legislatica, de muita mobilização popular e de greves em várias categorias, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, se viu obrigado a recuar e fazer diversas concessões:

1- Todos os 439 bombeiros presos por participarem do ato na última sexta-feira que reivindicava valorização profissional tiveram habeas corpus aceito pelo Tribunal de Justiça do Rio e estão sendo soltos hoje.
2- O governo ofereceu 5,8% de aumento a categoria.

As ações do governo estadual fazem parte de um plano de contenção das mobilizações que estão pipocando pelo estado e até mesmo pelo país.

Entretanto, hoje, os professores, organizados no SEPE, Sindicato Estadual dos Profissionais em Educação, deram um recado claro ao governo: "Entramos na luta".


Cerca de 5 mil professores e estudantes interditaram as principais ruas do Centro do Rio de Janeiro, exigindo uma política de valorização salarial, já que em nosso estado os professores recebem apenas 766 reias e os outros servidores da educação tem piso de 439 reais, abaixo do salário minímo.


A passeata em defesa da educação juntou-se com o acampamento permanente dos bombeiros, unindo mais de 8 mil pessoas, que gritavam que o "Rio de Janeiro estava parado".

Milhares de pessoas cantaram "Greve Geral, pra derrubar Cabral!"



    Os líderes dos bombeiros garantem que não sairão das portas da Assembleia, que hoje recebeu a faixa "O Egito é aqui!", até que os mais de 400 presos sejam anisitiados.                   "ANISTIA", foi essa a palavra formada hoje pela manhã, pelos bombeiros, no quartel em Niterói, onde estão detidos. 

Há 20 anos o Brasil se pintou e um presidente caiu, hoje o Rio de Janeiro está colorido de vermelho, se eu fosse Cabral estaria atento.