A juíza Patrícia Acioli foi brutalmente assassinada, sendo alvo de 16 tiros, na madrugada desta sexta-feira (12) na porta de casa, em Niterói. A magistrada estava em uma lista de doze pessoas marcadas pra morrer, segundo investigadores. O documento foi encontrado com Wanderson da Silva Tavares, o Gordinho, acusado de ser chefe de uma milícia em São Gonçalo, preso em janeiro deste ano em Guarapari, no Espírito Santo.De acordo com fontes da polícia, nos últimos dez anos a juíza foi responsável pela prisão de cerca de 70 policiais ligados a milícias e a grupos de extermínio.
Em setembro do ano passado, seis suspeitos, ente eles quatro policiais militares, foram presos. Segundo as investigações, todos faziam parte de um grupo envolvido no assassinato de 11 pessoas em São Gonçalo. A juíza Patricia Acioli foi quem expediu os mandados de prisão.
Ela trabalhava na quarta vara criminal de São Gonçalo. A juíza tem um histórico de condenações contra criminosos que atuam na cidade. Quadrilhas que agem na adulteração de combustíveis, no transporte alternativo entre outros crimes.
Coleção de ameaças de morte x Ausência de proteção policial:
Em uma entrevista ao Jornal O Globo, em setembro do ano passado, a juíza dizia que colecionava ameaças, mas não tinha medo de decretar prisões.Ela declarou em um trecho da reportagem: "Não tenho medo de ameaças. Quem quer fazer algo vai e faz, não fica ameaçando."
A juíza contou com proteção policial de 2002 à 2007, quando o Departamento de Segurança Institucional do TJ avaliou que não havia mais necessidade de segurança intensa e retirou os três policiais que faziam a segurança de Patrícia.
'Barbaridade contra o Estado de Direito'
O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Ophir Cavalcante, afirmou que o crime "foi uma barbaridade contra um ser humano e, sobretudo, contra a Justiça brasileira e o Estado de Direito". Ele exigiu rigorosa apuração do crime e punição dos culpados.
Triste realidade
A triste realidade que se constata é que os poucos agentes públicos que fazem a diferença perdem a vida ou convivem com a ameaça de perdê-la. Deixo aqui meu protesto e repúdio!
Triste realidade
A triste realidade que se constata é que os poucos agentes públicos que fazem a diferença perdem a vida ou convivem com a ameaça de perdê-la. Deixo aqui meu protesto e repúdio!

O assassinato da juíza é uma afronta declarada contra o Estado democrático de direito. É um atentado não à juíza que foi morta covardemente mas à sociedade. É inaceitável.
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