segunda-feira, 29 de agosto de 2011


Depois de ser vitíma de homofobia, arquiteto leva 7 pontos na cabeça
O arquiteto Bruno Chiarioni Thomé, de 33 anos, precisou levar 7 pontos na cabeça e quebrou um dos dedos, após sofrer uma agressão na Avenida Paulista. Bruno, apesar de ser heterossexual, é mais uma das milhares de vitimas de homofobia. Ele e um amigo foram confundidos com um casal gay e foram barbaramente espancados. 

Entenda o caso:
A confusão começou nas proximidades da esquina da Rua Augusta com a Avenida Paulista, quando dois objetos foram jogados contra os dois amigos – um copo e uma pedra. A pedra acertou a cabeça do arquiteto. “Eu olhei, procurei nos lados, tinha um grupo de pessoas e eu fui na direção delas. Eu cheguei perguntando ‘o que aconteceu?’. Eles começaram a me xingar: ‘Sai daqui, viadinho’. Eu falei ‘qual o motivo, por que isso?’, aí um deles abaixou para pegar a luminária, que estava no pé dele”, contou.

Thomé e o amigo foram agredidos. Ao tentar se defender da luminária, o arquiteto acabou quebrando o dedo indicador da mão direita. No meio da confusão, eles acabaram entrando na estação de Metrô e o arquiteto conseguiu reagir e tomar a luminária das mãos dos agressores. Quando os seguranças do Metrô chegaram, os suspeitos, pelo menos três duplas, fugiram.
Homofobia, Ameaça não somente aos LGBT's, mas a toda sociedade: No mês passado, um homem de 42 anos e seu filho de 18 foram agredidos por um grupo de sete pessoas que os confundiram com um casal homossexual, enquanto assistiam a um show na cidade de São João da Boa Vista, no interior de São Paulo.

Segundo o pai, que perdeu metade da cartilagem de uma das orelhas, os agressores perguntaram se ele e o filho eram gays, pelo simples fato de os dois estarem abraçados.


"Estávamos meu filho, eu, minha namorada e a namorada dele. Elas foram ao banheiro e nós ficamos esperando. Nesse momento eu o abracei e passou um grupo que perguntou se éramos gays. Eu disse que ele era meu filho.

Essa sucessão de fatos apontam para a necessidade de projetos e políticas públicas de combate à homofobia, que vem se mostrando claramente, como um mal não apenas para a população LGBT, mas sim para toda a sociedade.

São casos como este que reforçam a importância da aprovação do PL122, do Combate à Homofobia nas Escolas e, de forma geral, do estabelecimento da Igualdade dentro da Diversidade em nossa sociedade.

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