Transformar violência em espetáculo é uma ferramenta milenar, que surgiu na Roma Antiga, dentro de uma série de medidas que ficaram conhecidas como "Política do Pão e Circo", um modo de amenizar tensões populares e controlar a massa populacional. Vemos muito esse tipo de prática se perpetuar até hoje, o atual Prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, por exemplo, aprendeu direitinho: paga um piso salarial baixo ao professor carioca, mas distribuí ingressos para shows e "Vale-Bacalhau" no fim do ano.
Após séculos, os "clubes de luta" reapareceram nos Estados Unidos, como uma ferramenta para facilitar a "lavagem de dinheiro", no contexto das máfias organizadas do último século.
Hoje, o que vemos é a triste mercantilização da violência, o que vemos é a banalização da agressão. Em nossa sociedade jogos , filmes e tantos outros elementos contribuem para a construção de uma sociedade que valoriza a pancadaria, a violação de direitos e a degradação da figura humana.
Concluo, ressalvando a importância e o papel social do esporte, inclusive das artes marciais, o que se critica nessa postagem são os efeitos que a mercantilização dessa prática, nos moldes que ela é feita hoje, podem trazer para a nossa sociedade.

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