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sábado, 3 de dezembro de 2011

Código Florestal: "Dilmão concordou com tudo"


Se você ainda tinha dúvidas sobre as reais intenções dos ruralistas sobre o Código Florestal, uma nota publicada no jornal “O Globo”, no dia 1º, acaba definitivamente com elas. 
A presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), Kátia Abreu, que tem um mandato de senadora, foi flagrada no cafezinho do Senado conversando com seus colegas ruralistas. Segundo a nota, Kátia chegou empolgada: “Conseguimos tudo o que a gente queria. Dilmão concordou com tudo”. 
Tamanha informalidade com a presidente da República deve ser realmente sinal de uma amizade profunda. Se o que disse é verdade, “Dilmão”.
"Dilma Rousseff", para quem respeita tanto ao cargo quanto o gênero, concordou com perdão aos criminosos ambientais e mais desmatamento – apesar de irracional, uma vez que o Brasil tem área aberta suficiente para dobrar sua produção no campo sem derrubar mais uma árvore.
Greenpeace, Instituto Socioambiental, Instituto Democracia e Sustentabilidade, SOS Mata Atlântica, Via Campesina e WWF-Brasil protocolaram hoje, na Presidência, um pedido de esclarecimentos sobre a fala da senadora e sobre o suposto acordo avalizado pelo Planalto. Os senadores Randolfe Rodrigues e Marinor Brito, ambos do PSOL, também pediram esclarecimentos semelhantes.
Com a fala, cai a máscara de Kátia Abreu e de toda a bancada ruralista.
Até agora, eles usaram as necessidades dos pequenos agricultores para legitimar os interesses mais escusos.
A CNA não está preocupada com os pequenos e utiliza quem puder para atingir seus objetivos. Continuou ela no cafezinho do Senado, segundo a nota: “Um dos nossos (ruralistas) tem que ser o relator lá (na segunda votação na Câmara). O Aldo Rebelo (relator na primeira votação na Câmara) é metido à socialista. O Jorge Viana (relator no Senado) é um verdinho. O Luiz Henrique (relator na CCJ do Senado) não é mais nosso. A relatoria agora é nosso direito.”
  • Leia abaixo a nota que saiu em “O Globo”.
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Flagrante no cafezinho do Senado / Ilimar Franco, O Globo
Os deputados ruralistas Paulo Piau (PMDB-MG), cotado para relatar o Código Florestal na Câmara, e Abelardo Lupion (DEM-PR) conversavam, quando chegou a senadora Kátia Abreu (DEM-TO), presidente da Confederação Nacional da Agricultura. Entusiasmada, disse: “Conseguimos tudo o que a gente queria. Dilmão concordou com tudo.” E, empolgada, acrescentou: “Um dos nossos (ruralistas) tem que ser o relator lá (na segunda votação na Câmara). O Aldo Rebelo (relator na primeira votação na Câmara) é metido à socialista. O Jorge Viana (relator no Senado) é um verdinho. O Luiz Henrique (relator na CCJ do Senado) não é mais nosso. A relatoria agora é nosso direito.”
Fecha o pano.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Inpe registra desmatamento de 312,7 km² em junho na Amazônia Legal


O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgou nesta terça-feira (2) o relatório de seu sistema de monitoramento de Desmatamento em Tempo Real da Amazônia Legal para o mês de junho. No intervalo de apenas um mês, foram detectados 312,7 km² de floresta derrubada na região – área equivalente a 195 vezes o Parque Ibirapuera ou a 773 Campos de Futebol.
O número é 28,3% maior que o de junho do ano passado, quando o Inpe registrou 243,7 km² de derrubadas. É também 16,7% maior que o de maio deste ano, quando o índice foi de 267,9 km².
Em junho, o Pará assumiu a liderança entre os estados que mais desmatam. Sozinho, ele respondeu por 119,6 km² do total desmatado, mais de um terço do total. Em relação a maio, houve um aumento de 82,5% na área de desmatamento detectada.
Desmatamento de 12 km² foi aberto rapidamente. (Foto: Divulgação/Ibama)               Desmatamento de 12 km² flagrado em junho em Altamira, no Pará    Redes ambientalistas alegam que a aprovação do Código Florestal, que prevê anistia aos criminosos ambientais e a redução das áreas de preservação, estimulou o crescimento dos desmatamentos.



domingo, 29 de maio de 2011

Conjuntura do Governo Dilma: código florestal, programa de combate a homofobia e a relação com o PMDB

Agricultura versus meio ambiente


Muitos acreditam que a defesa do meio ambiente não combina com agricultura. É falso. O principal interessado no Código Florestal é o latifúndio. são os deputados ruralistas que legislam em causa própria e louvam o assassinato de ativistas.



Não precisamos matar nossas florestas e agradar latifundiários para salvar a agricultura familiar.

Nem ajudar a criminosos que aplaudem o assassinato covarde de defensores da natureza.


O código foi apoiado e aprovado com ampla maioria. Boa parte do PT, todo o PCdoB... Lado a lado com ruralistas, criminosos, com o DEM, PSDB... E depois dizem que o PSOL é que faz o "jogo da direita". Não me lembro do Ivan Valente ou do Chicho Alencar sendo aplaudidos pelo Caiado, sendo louvados pelo ACM Neto e cia. Este é o Aldo Rebelo.

Pior, no Twitter, foi a defesa feita por alguns não do código, mas de seu relator e criador, Aldo Rebelo.

Segundo estas figuras, o coitadinho não teve culpa de nada. Seu código era ótimo (o que MST, CPT e outras organizações e movimentos discordam, mas eles não importam mais para o governo, só como massa de manobra) e a culpa de tudo é do PMDB.


A culpa é do PMDB!


Sim, é a desculpa perfeita. Culpem o PMDB, o aliado incômodo, mas que foi comprado a peso de ouro. Para que? Compraram e não levaram? Sustentam o Sarney no Senado pra não levar? Tem o vice do PMDB pra não levar?

Alguém me explica essa política de alianças em que você constrói uma base ampla coalhada das figuras mais asquerosas da política brasileira e mesmo assim é preciso se vender mais e mais a cada votação porque esta base não garante nada!?

Que o diga a cagada (desculpem o termo, mas é perfeito) seguida do governo á aprovação do Código Florestal, com o vergonhoso apoio de TODO o PCdoB e de parte do PT (e infelizmente de meu deputado, Paulo Teixeira), de vetar, desistir do Kit anti-homofobia por pura e simples pressão dos medievalistas da bancada evangélica.



O Kit Anti-homofobia, o governo Dilma vende os gays

Estes criminosos que desrespeitam a constituição ao pregar a homofobia e promover os crimes de ódio em pleno congresso nacional venderam caro seu apoio e, segundo alguns, a sobrevivência de Palocci das acusações que pairam sobre si, e conseguiram um recuo vergonhoso por parte de Dilma, que aceitou a imposição da agenda medieval ao país.

O Kit, apelidado pelos marginais da fé de "Kit Gay", foi aprovado, tanto em forma quanto conteúdo pela UNESCO, pelo MEC e por especialistas dos mais diversos. Mas é reprovado por fanáticos com bíblia na mão, em franco desacordo com a constituição brasileira, que define o Braisl como LAICO.


A coisa é tão absurda que mesmo o sempre ponderado Jean Wyllys pediu para que os gays não votem mais em Dilma em outra oportunidade.

Frente a tantos retrocessos e a um governo que caminha a passos largos para a direita, não há condições em continuar dando apoio, especialmente cego, sem pensar mil vezes antes.


Já há muito venho comentando sobre a venda das bandeiras por parte do governo na busca por construir alianças amplas – que se provam ineficazes. O que vimos, porém, nestes últimos dias, beira o absurdo e ultrapassa a barreira do aceitável.


Absurdos e bizarrices de um governo que se entrega



O governo Dilma começou cometendo erros e desrespeitando o Brasil. Modificou a política externa e se deslocou para o eixo dos EUA. Dilma colocou na cultura uma mulher que usa capangas para atacar adversários e que destruiu o que havia sido construído. Fez um corte imenso no orçamento sem, porém, tocar na dívida pública ou auditá-la – continua pagando com gosto mais de 45% do PIB – e, agora, depois de outros erros mais ou menos significantes, entrega os gays à fogueira da inquisição evangélica e as nossas matas ao poder destruidor dos ruralista.


Cedeu-se às chantagens de crentes fanáticos que querem ter a liberdade para incitar a violência e o assassinato contra minorias. Vendeu-se nossa biodiversidade, falando mentiras ditas por ruralistas interessados apenas em faturar e garantir a perpetuação do trabalho escravo no campo é grotesco.


Saúdo o PSOL pela sua posição firme e também os deputados/as Erundina, Dr Rosinha, Paulo Rubem, Brizola Neto, que acompanho de perto, e todos os demais (veja a lista de como votaram) que tiveram a decência de se opor a esse projeto de governo repugnante.


terça-feira, 24 de maio de 2011

Um dia histórico: A Votação do Código da Vergonha

Depois de quase dois anos de discussões, a Câmara aprovou na noite desta terça (24), por 410 votos a favor, 63 contra e uma abstenção, o texto-base do projeto do novo Código Florestal, legislação que representa enorme retocesso em preservação ambiental, enorme prejuízo para o futuro deste planeta.


As únicas bancadas que foram contra ao dispositivo de degradação foram as bancadas do PSOL e o bloco PV/PPS. Os outros parlamentares que votaram contra ao projeto são parlamentares que desafiaram a orientação do próprio partido para lutar pelo futuro deste país.

Venceu o agronegócio, venceu o ruralismo; Quem perdeu? Todo o Brasil.


Acontece nesse momento a discussão e votação da emenda 164 que permite a exploração das áreas de preservação, implicando em grande desmatamento e destruição.


PSOL é contra, PV é contra, PT é contra, PSB é contra... Todo o resto é, vergonhosamente, a favor!


Esse é o primeiro momento em que o governo corre o risco de perder a tão confortável hegemonia no congresso, e essa derrota pode ser pro resto do mandato. VOTAÇÃO CHAVE.


A votação está ocorrendo nesse momento;


ATUALIZANDO O POST:
A EMENDA 164, ACABA DE SER APROVADA POR 273 VOTOS CONTRA 182; 1ª DERROTA DO GOVERNO. QUEM VENCEU: DEM, PSDB, PMDB, PP, PCdoB, PTB