Sob ataque do DEM em todo o País, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, ganhou no fim de semana um forte aliado em sua intenção de criar seu novo partido, o PSD. Reunido em Sumaré (SP), o PT paulista decidiu manter abertas as portas para que a nova sigla integre a base de apoio da presidente Dilma Rousseff no Congresso e, pelo menos por enquanto, possa até fazer coligações com candidatos petistas nas eleições do ano que vem.Uma base de governo que incluí gente como José Sarney, Collor, Garotinho, Bolsonaro, Paulo Maluff e diversos outros nomes aterrorizantes, pode incluir agora figuras como Kátia Abreu, líder dos ruralistas, Índio da Costa, direita do rio, e é claro o líder supremo do 4ª Reich, Gilberto Kassab, prefeito de São Paulo.
A decisão foi interpretada como um sinal para os demais diretórios do País de que o partido de Kassab não deverá ser tratado como um adversário natural do PT, mas sim como uma sigla a ser usada na sustentação do governo e na luta contra a oposição, especialmente em São Paulo, Estado governado pelo PSDB desde 1995 e hoje a principal obsessão do Planalto e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Durante o Encontro das Macrorregiões do PT-SP, a direção paulista conseguiu vetar uma resolução que proibiria alianças eleitorais com o partido de Kassab, caso a sigla seja viabilizada. Seria mais uma medida para asfixiar o PSD no seu nascedouro (São Paulo), pois a nova sigla já é alvo de ações na Justiça capitaneadas pelo DEM, o antigo partido do prefeito.A proposta de proibir coligações do PT com o PSD partiu de um grupo de petistas da capital do Estado, oposição ao prefeito Kassab. Mas a direção estadual atuou fortemente para evitar que ela fosse aprovada e conseguiu impedir a aprovação da proposta.
A decisão agora deverá ser tomada em um seminário a ser organizado pelo PT somente para analisar a questão. No encontro, que contou com a participação de Lula, os petistas aprovaram o veto formal às coligações com o PSDB, o DEM e o PPS em todo o Estado.


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