quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Uruguai aprova legalização do aborto.


Na vanguarda.

O Congresso uruguaio deu mais um passo importante para a garantia da dignidade e dos direitos das mulheres, aprovando na tarde desta quarta-feira a legalização do aborto. As mulheres uruguaias poderão - depois de passar por um comitê formado por ginecologistas, psicólogos e assistentes sociais - interromper sua gravidez até a 12ª semana de gestação, em postos de saúde públicos ou privados do país.
No 
inicio do ano, o avançado governo uruguaio já enviou um projeto de lei que prevê a descriminalização da maconha, a liberação do cultivo próprio e a fabricação e a comercialização estatal da droga, como elementos componentes de uma política de "legalização controlada e regulada da maconha".

200.000 mortes por ano.

No Brasil, o aborto, apesar de ilegal, é uma prática amplamente difundida na sociedade. Segundo o Instituto de Medicina Social da UERJ, mais de 1 milhão de procedimentos abortivos são realizados no Brasil por ano. As classes mais abastadas tem acesso a clínicas clandestinas que, em geral, realizam o procedimento interruptivo de forma segura. Entretanto, o aborto "mal feito" é a terceira causa de morte materna em nosso país, atingindo, sobretudo, as jovens pobres brasileiras. A legalização do aborto e o oferecimento de tal procedimento pelo Sistema Único de Saúde são fundamentais para o combate a este grave problema social que mata mais de 200 mil brasileiras todos os anos, segundo dados da ONU.

Bota na conta (já extensa) da Bancada Evangélica... 

Como não poderia deixar de ser, o principal grupo político que trava o avanço da discussão sobre a legalização do aborto é o setor fundamentalista evangélico, o mesmo que impediu o lançamento do kit de combate a homofobia. Deputados, Senadores e Pastores Evangélicos, ao lado de um governo omisso e amedrontado,  são os grandes culpados pelo número exorbitante (e crescente) de mortes femininas correlatas a prática abortiva. A força desses setores esdrúxulos é tão grande, que além da hegemonia exercida dentro do Congresso, eles foram capazes de pautar o debate eleitoral no último pleito presidencial em 2010, fazendo com que, a então candidata, Dilma Rousseff editasse a vergonhosa "Carta aberta ao povo de Deus" e se comprometesse publicamente a impedir o avanço dos Direitos Humanos no país.






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