Logo no primeiro dia de campanha, na última sexta-feira dia 06/07, Paes inaugurou ao lado da presidenta Dilma e do governador Sérgio Cabral um grande complexo de obras em Triagem, conduta que é vedada pela lei eleitoral e que contrariava recomendação especifica do procurador regional eleitoral.
Durante o fim de semana, nos dias 07 e 08 de julho, foi a vez do "Disque Paes" entrar em ação. A campanha do atual prefeito fez uso de um serviço de telemarketing para enviar, através de ligações telefônicas, mensagens na voz de Paes, na qual o próprio pedia votos te divulgava suas páginas nas redes sociais. Esse mecanismo foi considerado ilegal pelo próprio Presidente do TRE.
Na segunda-feira, dia 09 de julho, o prefeito recebeu no Palácio da Cidade o jogador Seedorf - a mais badalada contratação do futebol carioca do ano - tendo inclusive, posado para fotos ao lado do meia na sacada do Palácio. Para o procurador regional eleitoral, Maurício da Rocha Ribeiro, houve abuso de poder político e uso da máquina administrativa em benefício próprio. Vale destacar, como lembrou-nos Juca Kfouri, que o presidente do Botafogo, Maurício Assunção, ingressou recentemente no PMDB, mesmo partido de Paes, e que pode vir a ser, ainda este ano, candidato à vereador no Rio.
Na noite de terça-feira, dia 10 de julho, o Jornal do Brasil publicizou talvez a maior aberração empreendida pelo prefeito carioca: Utilizar o contra-cheque dos servidores públicos municipais como ferramenta de campanha eleitoral. O escandaloso e ultrajante uso do contra-cheque dos servidores para fazer propaganda da atual gestão da prefeitura, em um período eleitoral, levou o candidato Marcelo Freixo, do Psol, a editar uma representação contra Paes por abuso de poder político.
Como se não bastasse uma coligação composta por 20 partidos, o apoio do governo estadual, do governo federal, da fifa, do COI, das grandes empreiteiras e bancos, o Prefeito Eduardo Paes ainda faz uso de mecanismos ilegais e imorais que estraçalham ainda mais a já comprometida isonomia eleitoral.
Como toda ação tem um fundamento, desconfio que a postura de Paes só pode ser justificada pelo medo, medo que inexistiria em um cenário eleitoral já definido, como eles tentaram nos convencer que seja este. E digo mais, nesse caso o medo tem nome, chama-se "Marcelo Freixo".



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