quarta-feira, 21 de março de 2012

Empresa acusada de fraudar licitação financia campanha de Cabral.


A Locanty, uma das quatro empresas investigadas pela Polícia Federal e denunciadas pelo Fantástico por fraudar licitações na área da saúde, financiou parte da campanha de reeleição do governador Sérgio Cabral Filho, com R$ 1,3 milhão, em 2010. 

A empresa acumula, entre os anos de 2007 e 2011, somente com o Governo Estadual do RJ, contratos que somados correspondem a pelo menos 213 milhões de reais. Em um desses contratos, firmados com a Faetec (Fundação Estadual de Apoio à Escola Técnica), a empresa consegue transformar os menos de 9 milhões de reais originais em mais de 78 milhões de reais, através de um único aditivo de mais de 69 milhões de reais.



A Locanty também ajudou a financiar as campanhas dos deputados estaduais Alcebíades Sabino (PSC) e Bebeto (PDT) com R$ 50 mil, cada. Sabino é ex-secretário estadual de Trabalho da gestão atual e ex-prefeito de Rio das Ostras. Já o tetracampeão mundial faz parte da base aliada.

Crítica:
Eduardo Paes e Sérgio Cabral conseguiram competentemente transformar a saúde, a educação, a segurança e todo o estado em um balcão de negócios para gerar lucro sujo para empresários e agentes do estado corruptos, inclusive eles mesmo. E como se não bastasse, parte desse "dinheiro sujo" ainda acaba sendo aplicado nas suas campanhas eleitorais mentirosas e extremamente caras.

Mais triste ainda é pensar que muitos morrem devido a esse desvio imoral dos nossos recursos públicos, muitos não conseguem ter acesso à educação e aos seus direitos mais básicos... Vergonhoso.


Financiamento Exclusivamente Público das Campanhas Já!
Esse episódio só corrobora a necessidade de se implementar o financiamento exclusivamente público das campanhas eleitorais. Eleições devem ser espaço para discutir ideias de forma plural e democrática. Hoje, nossos pleitos são uma farsa regida pelo dinheiro, muitas vezes criminoso, das corporações e magnatas.

Esse tipo de gente - banqueiros, empresários corruptos e etc - só visam o lucro. Se investir em campanhas eleitorais não fosse lucrativo, certamente não o fariam.

Hoje, os maiores investidores da última campanha de Cabral, por exemplo, estão infiltrados de todas as maneiras possíveis dentro da máquina estadual. A Delta, o Eike Batista, a Locanty, a Toesa e tantas outras empresas e pessoas ricas perceberam que esse jogo é muito lucrativo.

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