Centenas de Milhares de jovens espanhóis continuam acampados na praça Puerta del Sol, em Madri, na Espanha. Este é o sexto dia consecutivo de protesto contra as medidas econômicas neoliberais adotadas pelo governo, que levaram o país a uma taxa de desemprego de 21%, que atinge cerca de 4,9 milhões de pessoas. Entre os jovens de até 25 anos, essa taxa é de 42%, a maior da União Européia.
Os Jovem protestam contra o grande número de contratos de trabalho temporário, que oferecem pouquíssimos benefícios.
Outra questão que os manifestantes combatem é a corrupção na política.
Com a ajuda da mídia e das redes sociais, o chamado Movimento 15-M (em alusão ao dia 15 de maio) ganhou força e se espalhou para outras cidades além da capital, como Sevilla, Barcelona e Valência.
Países vizinhos à Espanha também aderiram a causa. Em Portugal, jovens espanhóis que vivem na capital Lisboa estão acampados em frente à embaixada espanhola com cartazes. É possível ler frases como “Se votar mudasse alguma coisa, estaria proibido”.
Os protestos devem continuar até o próximo domingo (22), quando irá acontecer as eleições regionais.
A insatisfação parece ter mexido com a população jovem de toda a Europa, e protestos semelhantes já podem ser vistos na itália, frança, grécia e outros países do continente.
Depois dos levantes no Norte da África, mais uma onda de mobilização atinge o planeta.


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